domingo, 31 de janeiro de 2010

LIBERDADE DE EXPRESSÃO: pula uma linha, dois dedos, travessão...








   Numa dessas noites atrás, depois de ler um texto extremamente preconceituoso e machista, me deparei com uma vontade incontrolável de expressar meu ponto de vista. Sei que o simples fato de escrever e assim expressar o que penso não muda o que aconteceu, muito menos inseri senso de igualdade na consciência do autor do texto que tanto me incomodou, mas ao menos, irá satisfazer minha vontade de fazer peso no outro lado da balança, naquele lado em que se encontram as pessoas que acreditam e respeitam a liberdade de expressão e o respeito ao próximo.


   O texto em questão é uma crítica, que está disponível na internet, escrita à Geyse Arruda, a tal garota do vestido rosa. Nele o autor defende a expulsão da aluna do 1° ano do curso de turismo, atitude essa, adotada pela diretoria da Uniban, alegando “que a atitude provocativa da aluna buscou chamar atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar, o que resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar”.

   Digno de riso não?!?!? O fato de uma instituição de ensino que deveria semear princípios como respeito e sensatez, fundamentais para o desenvolvimento de uma educação com bases sólidas e no mínimo racionais, aceitar e julgar válido o uso de agressão, hostilização e violência como “meio de defesa do ambiente escolar”.


   Eu não concordo com o “modus operandi” de Geyse. Acredito que para cada ocasião e local existem maneiras adequadas de agir, vestir e se portar. Porém é válido lembrar, que aprendi isso com a MINHA vida, com as pessoas com quem me relaciono, com as experiências por mim vividas dentro do meio social do qual faço parte. Aprendi também, que não posso exigir que outras pessoas pensem e ajam como eu, afinal de contas, não existe uma verdade única e suprema e sim as necessidades e anseios de cada um. Tanto que, se questionarmos a opinião sobre Geyse a diferentes grupos, teremos as mais distintas respostas pelos mais variados motivos.


   Acredito que a maneira como um indivíduo se manifesta, seja nos atos, no linguajar, escrita, arte ou vestimenta, não dá o direito a ninguém de reagir de forma violenta ou desrespeitosa.


   Fatos como o da Uniban, servem para nos alertar sobre a triste e cada vez mais conturbada e insana realidade da sociedade brasileira, que cada vez mais recorre à violência gratuita, antes mais comumente encontrada nos estádios de futebol;  ao machismo que ainda impera e muitas vezes é executado com maestria por mulheres atrofiadas pela ignorância e à hipocrisia do país do funk, do carnaval e dos programas “familiares” recheados de mulheres seminuas vestindo trajes muito mais vulgares que o de Geyse.

   É, talvez o erro de Geyse tenha sido assistir TV demais...

   Como diz o ditado: “O pior castigo para o ignorante é a própria ignorância...”


  


   Nada melhor do que defender a liberdade de expressão no primeiro post de um blog né???
   Agora só falta refletir e encontrar O SEU PONTO DE VISTA.
   Beijo à todos!!!

   P.S.: Amo você Rique!!!